Sexta-feira, 23 de Julho de 2010 - 10h56 Hemocentro não consegue atender à demanda por falta de doações
Fonte: Postado por : João Paulo
De acordo com informações do Hemocentro, atualmente o número de doações é três vezes menor que a necessidade de bolsas requisitadas para tratamentos e cirurgias na cidade.
"Além de suprir os antigos procedimentos que precisam de bolsas de sangue, agora estamos atendendo também aos tratamentos de oncologia e hemodiálise, pois antes os pacientes faziam as hemodiálises em Natal. Entretanto, o volume de doações de sangue não está condizente com a real situação. Além disso, nos finais de semana os atendimentos de emergência são maiores", revela Lenita Helena, assistente social do Hemocentro - Mossoró.
A assistente convoca os antigos doadores e a população para doar sangue. "Estamos preocupados, pois a carência já está no limite", desabafa.
Para ser doador, qualquer pessoa aparentemente bem de saúde entre 18 e 65 anos, pesando mais de 50 quilos, pode se dirigir ao Hemocentro, levando documento de identidade com foto. Apenas grávidas e lactantes não podem doar. O Hemocentro funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h30, ou na unidade móvel estacionada defronte à Câmara Municipal de Mossoró, de segunda a quinta-feira, das 7h às 17h.
Doadores em baixa
Devido ao número baixo de doação de sangue em todo o país, o Ministério da Saúde está realizando consulta pública para avaliar a opinião de profissionais da saúde e da população em relação às mudanças nas regras para captação de sangue. Um das principais propostas do Ministério para aumentar os estoques de sangue nos hemocentros consiste na ampliação das faixas etárias compreendidas para aptidão do doador.
Se aprovadas, as novas regras mudarão a idade mínima e máxima para doação de sangue, passando de 18 a 65 anos para 16 a 68 anos, e o peso, passando a serem aceitas como doadoras pessoas que pesem menos de 50kg, desde que sejam saudáveis.
Lenita Helena, assistente social do Hemocentro Mossoró, disse que assim como o estoque da unidade local está reduzido em outras regiões do país o número de doações está declinando cada vez mais. "O Ministério da Saúde que saber a opinião dos médicos, enfermeiros e dos profissionais envolvidos no recolhimento do sangue para poder então implantar as novas regras. Por enquanto, as antigas recomendações prevalecem", explica. |